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Debate sobre Limite da Propriedade de Terra acontece no assentamento Mumbuca/Canaã

19 agosto 2010 Comentários desativados em Debate sobre Limite da Propriedade de Terra acontece no assentamento Mumbuca/Canaã

O Ceas – Centro de Estudos e Ação Social, com uma representante da Consulta Popular, realizou um debate sobre o Plebiscito Popular pelo Limite da Propriedade da Terra. Participaram também os jovens do Tramando a Paz, projeto do Ceas, no assentamento Mumbuca/Canaã. O debate, que ocorreu no dia 14 de agosto (sábado), teve o objetivo de propor uma reflexão e discussão do tema.

Os jovens assistiram ao vídeo Limite da Terra, disponível no site www.limitedaterra.org.br. Ampliou-se o debate sobre os temas relacionados ao direito sobre a propriedade da terra, o

uso desta e sua função social, além da exclusão social dos jovens camponenses. Entre os diversos aspectos levantados, entraram em questão a violência urbana como reflexo do êxodo rural, a ausência e a desinformação dos jovens no contexto social. Destacou-se a importância da participação dos jovens no momento histórico atual, mantendo uma articulação entre eles, mas com autonomia e independência de atuação. E que essa articulação resulte numa contribuição para elevar a consciência crítica: “O que falta nos jovens é a conscientização e informação” lamentou Ivonei, do Rio do Meio.

Os jovens participantes comprometeram-se a divulgar o plebiscito e principalmente a sua importância neste período de eleições e questionar a posição dos candidatos sobre essa questão. A divulgação ocorrerá nas casa, escolas, igrejas e na comunidade, através de apresentação de vídeos, peças teatrais, panfletagem, cartazes e no boca a boca: “Vou apresentar a diretora da escola o vídeo para ela assistir junto com todos os professores e eles repassarem para os alunos, e vamos passar lá no acampamento também”, animou-se Jonatas, do Acampamento Lindaura Lacerda.

Também estavam presentes Lourdes, do MPA – Movimento dos Pequenos Agricultores que ressaltou a importância do Plebiscito principalmente para os camponeses, “que alimentam o país com a produção em áreas tão restritas e sem valorização da sociedade”, e César, presidente do Sindicato Rural do município de Encruzilhada, que salientou que esses momentos de discussões refletem de forma muito positiva na juventude que desperta a consciência de lutar pelos os direitos iguais.

No final do evento foram disponibilizados materiais de divulgação, que cada jovem, por sua vez, se comprometeu em passar a diante: “Isto serve para despertar os jovens e fortalecer as nossas ações”, finalizou Edilene, mobilizadora do Tramando a Paz.

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