Início » Campo, Destaque

Movimentos protestam em frente à governadoria para que suas pautas sejam ouvidas

19 maio 2011 Um comentário

Depois de 10 dias acampados na Secretaria de Agricultura, Irrigação e  Reforma Agrária (Seagri), os trabalhadores rurais assentados, acampados, agricultores familiares, desempregados e quilombolas ocuparam ontem (18/05) pela manhã a frente da governadoria do estado em protesto contra a falta de respostas às suas reivindicações.

 

Duas horas após os manifestantes iniciarem os protestos, o secretário de relações institucionais Paulo César Lisboa e o chefe da Casa Militar do governo, Coronel Rivaldo Ribeiro dos Santos receberam uma comissão de representantes dos movimentos sociais presentes.

 

Na reunião com representantes do Movimento dos Trabalhadores Acampados, Assentados e Quilombolas da Bahia (CETA), o Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) , a Central de Articulação dos Acampados e Assentados do Semi-Árido (CARAS), a Pastoral Rural e O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) o governo comunicou que pretende dar uma resposta às reivindicações, que já foram apresentadas desde que os movimentos chegaram a salvador, no dia 9 deste mês.

 

Mesmo após a negociação, os movimentos não dispensaram a exigência de apresentar suas reivindicações diretamente ao governador Jacques Wagner e decidiram ficar acampados na Seagri. Os movimentos consideram fundamental falar diretamente com o governador e apresentar as reivindicações que consideram mais importantes nessa mobilização. Após negociações os movimentos conseguiram marcar audiência hoje às 16:30 com o governador.

 

  • um reposicionamento do Governo da Bahia no sentido de priorizar, política e orçamentariamente, o desenvolvimento das comunidades camponesas e não, ao contrário, um desenvolvimento rural focado na mineração e nas exportações do agronegócio;
  • retomar as terras públicas e apoiar às desapropriações de terras privadas para assentar as famílias acampadas do Estado;
  • – apoiar decididamente a regularização dos territórios quilombolas, extrativistas e fundos de pasto, e tomar medidas que coíbam a grilagem das terras que ocupam há gerações.

 

 

Um comentário »