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Marinha tenta pressionar mais uma vez a saída da comunidade quilombola Rio dos Macacos

7 março 2012 Comentários desativados em Marinha tenta pressionar mais uma vez a saída da comunidade quilombola Rio dos Macacos

Neste domingo (04/03/2012), a comunidade quilombola de Rio dos Macacos, localizada nas proximidades da Base Naval de Aratu entre a cidade de Salvador e Simões filho, sofreu mais uma tentativa de intimidação contra a luta pela permanência em seu território tradicional há cerca de 240 anos. Policiais militares e fuzileiros navais fizeram um cerco à comunidade junto com tratores durante a manhã e os moradores afirmaram que, durante a madrugada, foram alvos de tiros e intimidações.

 

Os moradores da comunidade afirmam que a Marinha está se preparando para a derrubada das casas mesmo depois de o prazo de despejo, que seria no dia 4 de março, ter sido adiado por 5 meses em  audiência pública realizada na comunidade no dia 27 de fevereiro com a Secretaria Geral da Presidência da República. A comunidade abriga cerca de 50 famílias, incluindo uma senhora de 110 anos que nasceu e se criou no local.

 

Ainda durante o domingo, manifestantes que apoiam a permanência dos moradores do Rio dos Macacos convocaram um ato para a entrega de alimentos e cerca de 300 pessoas, dentre representantes de diversas entidades e movimentos sociais, compareceram para fazer as doações. As pessoas mobilizadas para a doação de alimentos fizeram questão de destacar o fato de a Marinha estar proibindo os moradores do quilombo de caçar, pescar e plantar.

 

O motivo do prazo concedido pela Secretaria é a conclusão do Relatório Técnico de Identificação e Delimitação (RITD) para o reconhecimento do terreno como área quilombola feito pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), órgão que teve sua entrada na comunidade proibida pela Marinha por meio de fuzileiros navais que cercam e controlam o acesso à área. Os moradores acredita que a Marinha está barrando o RITD para que não haja a delimitação do território quilombola.

 

Para mais informações sobre as violências cometidas pela marinha contra o Quilomdo Rio dos Macacos assista os vídeos abaixo.

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