CPT irá lançar o relatório Conflitos no Campo Brasil 2018 na próxima semana

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No dia 12 de abril, sexta-feira da próxima semana, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) lançará sua publicação anual, Conflitos no Campo Brasil 2018. É a 34ª edição do relatório que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais.

O lançamento ocorrerá a partir das 14h30, na sede da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Brasília (DF). Estarão presentes no evento o presidente da CPT, Dom André de Witte, o vice-presidente, Dom José Ionilton, membros da coordenação executiva nacional da CPT, Antônio Canuto, jornalista e colaborador da CPT a doutora em Planejamento Urbano e Regional  pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e membro do Grupo Nacional de Assessoria (GNA) da FASE (Federação de Órgãos para Assistência Social e Educacional), Diana Aguiar, Dom Leonardo Steiner, secretário-geral da CNBB, a agente da CPT no Maranhão, Márcia Palhano e a camponesa Eulina da Silva, da comunidade Gabriel Filho, em Palmeirante (TO), que foi despejada em abril de 2018.

Conflitos pela água batem novo recorde em 2018 e aumenta o número de famílias expulsas em conflitos por terra

O relatório mostra que 2018 é o ano com o maior número de conflitos por água desde que a CPT começou o registro em separado dos conflitos por terra no ano de 2002.  São 276. 73.693 famílias envolvidas nesses 276 conflitos por água; 85% delas são comunidades tradicionais. O número de conflitos é 40% maior do que em 2017 e o de famílias envolvidas, 108% maior.

2.307 famílias foram expulsas do território. Esse número é 59% maior que o de 2017. Para a metodologia da CPT, expulsão é o ato de retirar da terra seus ocupantes, sem ordem judicial (despejo). Nesses casos, os responsáveis pela expulsão são, geralmente, fazendeiro, empresários, o su­posto dono que, por conta própria, obriga as famílias a sair, principalmente através da pressão de jagunços e, muitas vezes, com a par­ticipação ilegal da própria polícia. Em grande parte, a expulsão se dá em terras griladas.

 

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