Confira a programação completa da sexta edição do Julho das Pretas

 Há seis anos, o Odara – Instituto da Mulher Negra constrói o Julho das Pretas, promovendo uma agenda de atividades e ações, no mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher Afro-Latino Americana e Afro-Caribenha (25 de julho). O Julho das Pretas se propõe, a partir de uma vasta programação, debater amplamente os desafios, problemáticas e prioridades  para intervenção do movimento de mulheres negras. Além disso, busca dar visibilidade às pautas propostas pelo movimento.

“É necessário fortalecer o dia 25 de julho em todo o país. Acredito que a construção e validação dessa agenda vai garantir respeito e visibilidade para a luta das mulheres negras. Queremos mobilizar o máximo de organizações de mulheres negras possível na Bahia. O Dia Internacional da Mulher Afro-Latino – americana e Afro-Caribenha é um dia para ampliar parcerias, dar visibilidade à luta, às ações, promoção e valorização do debate e da identidade da mulher negra brasileira e na Bahia vai reafirmar o julho como um mês de intervenção das feministas negras”, afirmou a coordenadora executiva do Odara, Valdecir Nascimento.

Para a representante do movimento de mulheres negras do Baixo Sul, Noélia Sacramento, o “Julho das Pretas” será um ponto de apoio e fortalecimento das ações protagonizadas por mulheres negras. “Nem sempre nossas agendas são pautadas e valorizadas em outros movimentos. Trazer essa data como ponto de reafirmação e resistência das mulheres negras significa visibilizar uma luta histórica que no interior, por exemplo, é pouco conhecida. Queremos uma agenda de mulher que inclua quilombolas, trabalhadoras rurais e marisqueiras em nossa cidade”, defendeu a militante.

No dia 25, acontece a Marcha Mulheres Negras Movem a Bahia, a partir das 13h, na Praça da Piedade, em Salvador.

Confira aqui a programação completa do Julho das Pretas

Saiba mais:

O Dia Internacional da Mulher Afro- Latino-americana e Afro-Caribenha foi criado em 25 de julho de 1992, durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana. Estipulou-se que este dia seria o marco internacional da luta e da resistência da mulher negra. Desde então, sociedade civil têm atuado para consolidar e dar visibilidade a esta data, tendo em conta a condição de opressão de gênero e racial/étnica em que vivem estas mulheres, explícita em muitas situações cotidianas.

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