Vivemos em um mundo marcado pela desigualdade, pela violência e pela herança colonial, onde cada vez mais, a política não se limita a governar a vida, mas também decidir quem pode morrer. O artigo de João Vítor Alcântara Jorge analisa como o colonialismo, o racismo e o neoliberalismo se articulam para produzir uma realidade onde certos grupos são considerados descartáveis.
O estudo mostra que a chamada “necropolítica” opera a partir da construção de inimigos. A sociedade contemporânea se organiza em torno da lógica da inimizade, onde identificar, isolar e eliminar o “outro” se torna parte central das dinâmicas de poder e controle social.
Nesse processo, corpos negros, pobres, mulheres, pessoas LGBT+ e populações periféricas são empurradas para zonas de exclusão, territórios onde a vida é precarizada e a morte se torna cotidiana e aceitável.
Ao relacionar necropolítica e colonialismo, o texto mostra que essas estruturas não são coisas do passado, mas continuam moldando o presente através das armas, da fome, miséria, apagamento cultural e da negação de direitos.


Confira o artigo completo no v. 50 n. 264 (2025) da Revista Cadernos do CEAS!